Bullying – De quem é a culpa?

O bullying nas escolas é o mais frequente

Até outro dia, quase ninguém sabia o que significava a expressão Bullying; título que se dá as pessoas que agridem ou intimidam outras pessoas, com o objetivo de ridicularizar algum defeito da pessoa, e mostrar superioridade às vitimas.
A prática do Bullying tornou-se tão popular (principalmente entre jovens de 13 a 19 anos), que é difícil encontrar pessoas que de certa forma, algum dia não foram alvo de gozação na “rodinha de amigos”. E quem nunca foi um dia será alvo de gozação, concerteza.
Outra febre que se alastrou entre os jovens é o chamado “cyberbullying”. Pouco é falado sobre isso, mas é uma mania entre os adolescentes. O cyberbullying é a maneira mais fácil de agredir os outros sem sair do quarto de sua casa. O cyberbullying consiste em comunidades preconceituosas no Orkut, fakes, blogs com mensagens negativas sobre determinada pessoa ou grupo.
O fator que motivou toda essa fama que o Bullying e suas “filhas” têm hoje, deve-se ao fato de que quando passou a ser discutido pelos holofotes da mídia, o bullying se tornou de praticas desconhecidas, para praticas de agressão aceitável dentro das famílias brasileiras.
Estudos revelam que os agressores de alguma forma, buscam exercer seu poder sobre alguém mais fraco; insultando, chantageando e depravando a vítima, mudando o comportamento da pessoa que sofreu tal agressão.
O cientista sueco Dan Olweus, — que trabalhou por muito tempo neste assunto em Bergon, na Noruega — afirma que existem três tipos de comportamento para se definir o Bullying. Primeiramente o comportamento (do agressor) é agressivo e negativo; esse comportamento é executado constantemente e ocorre em um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
Também não podemos deixar de ignorar as praticas de violência entre adultos. O chamado Bullying adulto são praticas cometidas por pessoas maduras que desejam demonstrar de alguma maneira sua superioridade em várias ocasiões para as pessoas que se convive. E para essas pessoas que praticam tal agressão vem a pergunta: O exemplo não deveria vir de vocês?
A cada dia essas agressões aumentam e se tornam mais violentas entre os jovens. Parece um vírus em que, os cientistas não conseguiram ainda criar uma vacina para deter esta doença virótica. De agressões verbais, quem sabe disto muito bem é a jovem Silvana (nome fictício). Entre a 5ª e a 8ª série do Ensino Fundamental, ela era o centro das atenções em sua classe na escola particular em que estudava em Campinas. Não por seu desempenho brilhante nas disciplinas escolares – ela tirava as melhores notas da turma –, mas por ser um pouco mais baixa que a média entre seus colegas. Diariamente, Silvana tinha que suportar apelidos grosseiros e músicas irônicas, cantadas em coro em plena sala de aula. “Me sentia humilhada”, lembra.
Existe hoje um projeto muito importante que nos ajuda a termos um pouco de esperança. É o Brigada antibullying. O Movimento Anti Bullying foi criado num trabalho de Educação Cívica por dois alunos: Manuel Sant Ana e Sebastião Reis Bugalho do Colégio Valsassina, em São Paulo/Ano–7º/Turma–D. O que pretendemos não podia ser mais simples, claro e direto: PARAR A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS, ou seja, acabar com o Bullying e com os Roubos— diz Manuel. Esse projeto visa também o apoio moral, e conselhos como elas devem agir. “Aconselho o aluno vitima de bullying nunca revidar e agir de forma violenta. — afirma outro estudante.
O que mais precisamos questionar é até quando ficaremos esperando por uma resposta sobre um assunto tão importante na nossa sociedade. Ficar de braços é a mesma coisa que dizer: — Eu não me importo. Não acontecendo comigo está tudo muito bem. E na verdade é ao contrário.
Agora passo a discutir o que as autoridades estão fazendo para que se tenha segurança, principalmente para as mães que ficam apreensivas em deixar seus filhos irem à escola sozinhos. Qual é o grau de preocupação com esse tipo de assunto.
O governo atual gosta de viajar bastante para fazer acordos de paz em outros países e esquece que o que ele governa é o mais importante. E isso se chama indiferença política. Alias desde o começo vemos que os políticos andam dizendo assim: — Não sabemos de nada. Vem cá o que é Bullying? — É esta frase que estamos acostumados a ouvir. E ouviremos muitas vezes ainda.
Vale ressaltar, também que tipo de impunidade está sendo dadas as pessoas que praticam tais atos. Será que é preciso ser criada uma lei? A resposta é não. Lei não funciona em um país onde impunidade se vê nos exemplos dos representantes do país, políticos e governos. Estamos acostumados a ouvir tanto a frase “não dá nada” tudo acaba em pizza, mesmo . O Bullying está sendo camuflado por uma coisa normal.
As mães principalmente devem estar cientes, de que a pratica frenética do Bullying leva a psicopatia — é o que afirma a doutora e escritora Ana Beatriz Barbosa Silva em seu livro “Mentes perigosas nas escolas — Bullying”. Mas uma coisa é importante, a pratica do Bullying é influenciada pela educação que os pais dão aos seus filhos. Os pais devem ensinar seus filhos a serem co-cidadãos para construir uma sociedade melhor.
Somos capazes de inverter essa situação. Vimos que existem vários métodos para desmoralizarmos a pratica do Bullying principalmente nas escolas. Devemos estar cientes de que é importantíssimo fazer tudo o que é possível ao nosso alcance para acabar com essas práticas que levaram crianças, jovens e adultos a conhecerem a violência. Manifestações, projetos educacionais, seriam uma boa alternativa para acabar com o Bullying, restringindo a agressão física e moral.
Percebo infelizmente, que ainda hoje, existe um vai e vem de acusações em meio a este assunto polêmico. Existe uma cadeia desvirtuada do direito de ir e vir; filhos culpam os pais, pais culpam a sociedade, a sociedade culpa a escola (já que as praticas do Bullying são mais freqüentes nas escolas) a escola culpa os governos e por fim os governos não sabem de nada. E ainda resta a pergunta: De quem é a culpa?

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