A Mão do Senhor é a nossa Força!

Houston street am
Esdras devia retornar de Babilônia com a finalidade de proclamar o edito que favoreceria aos judeus e que autorizava a construção de um templo para adoração a Deus, na cidade de Jerusalém. Todo grande empreendimento requer oração e espírito de recolhimento, e Esdras não quis iniciar a jornada sem a certeza de que Deus estaria no controle da situação. O caminho era perigoso e cheio de salteadores, que aguardavam escondidos suas inocentes vítimas.

O escriba de Israel conta que teve vergonha de pedir ao rei uma escolta de soldados para proteção durante o caminho, porque tinham dito ao rei que “a mão de Deus está sempre sobre os que O buscam” (Esdras 8:22). A fé tem que ser provada e demonstrada. Que mérito existe em acreditar num Deus todo-poderoso, se na hora de sair, partimos armados até os dentes para proteger-nos? Quer isso dizer que devemos deixar as portas de casa abertas, confiando que o Deus que guarda Israel vigiará e suprirá a nossa falta de cuidado?

Aqueles que pela comunhão diária com Cristo, tornam-se cada dia mais semelhantes a Jesus, nunca confundirão fé com presunção, mas também nunca empunharão armas, acreditando que Deus disse, na linguagem do povo, “cuida-te que te cuidarei”.

Prudência é uma coisa. Violência é outra completamente diferente. Jesus ordenou a Pedro que guardasse a espada porque aquele que “à espada mata, à espada morrerá”.

Esdras e os príncipes de Israel que deixaram Babilônia para edificar o templo de Deus em Jerusalém, conheciam o perigo da estrada e sentiram a necessidade da proteção divina, especialmente ao pensar que levavam com eles o equivalente a 5 milhões de dólares, que tinham sido recolhidos como ofertas para a construção da casa de Deus. A jornada foi dura. “Proclamei um jejum ali junto ao Rio Ava”, registra Esdras. Depois: “Partimos do Rio Ava… e a mão do nosso Deus estava sobre nós, e Ele nos livrou da mão dos inimigos, e dos que nos armavam ciladas pelo caminho” (Esdras 8:31).

Que grande pensamento este para todo aquele que tem que dar início a um empreendimento ou viagem. Como é animador saber que embora o caminho possa estar cheio de inimigos, “armando ciladas”, o poder sustentador do Pai é grande para se chegar são e salvo ao fim da jornada.

Não tema, se hoje você tem diante de si uma jornada cheia de desafios. Não tema se a embarcação parece tremer e tem muita gente torcendo para você afundar. Pergunte a si próprio: “Quem está no controle da situação? Já tive meu momento junto ao Rio Ava? Já passei tempo a sós com Jesus?” Então vá em frente, sem temor! – Escrito por Alejandro Bullon

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